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O time brasileiro feminino de surfe segue 100% classificado mas as três vão se enfrentar e o masculino ficou com dois surfistas lutando por medalhas na Playa Venao.

Silvana Lima[caption id="attachment_3673754" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22623 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Silvana Lima está na quarta fase do Surf Feminino.[/caption] O Surf Brasil segue na busca pelo tetracampeonato nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026, em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. Na sexta-feira só de surf de pranchinha na Playa Venao, o pernambucano Douglas Silva e a cearense Silvana Lima fizeram os recordes do dia nas suas categorias. O time feminino segue 100% classificado, mas Silvana, Juliana dos Santos e Monik Santos, vão se enfrentar na quarta fase. Já o masculino sofreu uma baixa e ficou só com Douglas Silva e Renan Pulga ainda lutando por medalhas no Panamá. A programação prevê encerrar o surf neste sábado e dar a largada no SUP Race, que só termina no domingo, ao vivo pelo site PASASURF.org. A sexta-feira foi o primeiro dia só com surf de pranchinha nas ondas da Playa Venao. Começou pela repescagem masculina sem participação do Time Brasil e na sequência rolou a terceira fase feminina. As três brasileiras passaram suas baterias, mas a combinação de resultados acabou deixando todas no mesmo confronto da quarta fase. Silvana Lima, Juliana dos Santos e Monik Santos, terão que disputar apenas duas vagas com uma forte concorrente, Chelsea Tuach, de Barbados, que detém o recorde de nota – 8.50 - dos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026. [caption id="attachment_3673746" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22619 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Juliana dos Santos segue viva nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026.[/caption] Quem passar essa fase, já vai disputar classificação para as semifinais, que é garantia de medalhas na competição organizada todos os anos pela Pan American Surf Association (PASA). Esta edição do Panamá ganhou importância, porque vale vaga para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 no Peru, um dos caminhos do surf para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 nos Estados Unidos. A primeira a competir na sexta-feira, foi a campeã brasileira de 2024 e líder no ranking do Surf Brasil Pro 2026, Juliana dos Santos. Foi uma bateria fraca de ondas e a cearense perdeu por pouco para a peruana Sol Aguirre, 9.56 a 9.16 pontos. Juliana estava liderando o confronto, mas foi ultrapassada pela peruana que sempre compete no Brasil desde criança. As duas eliminaram a porto-riquenha Havanna Cabrero. A pernambucana Monik Santos também enfrentou outra conhecida surfista do Peru, Arena Rodriguez, que igualmente ganhou por uma pequena diferença de 10.17 a 9.50 pontos da brasileira. As duas não tiveram dificuldades para superar a mexicana Ana Gonzalez Velasco, que terminou em último com apenas 1.06 pontos. [caption id="attachment_3673749" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22619 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Monik Santos encara duas brasileiras e uma surfista de Barbados na próxima fase.[/caption] Silvana Lima faz a melhor apresentação feminina na sexta-feira - A hexacampeã brasileira Silvana Lima fechou a terceira fase com a melhor apresentação feminina do dia. A cearense duas vezes vice-campeã mundial e que representou o Brasil na estreia do surf nas Olimpíadas nos Jogos de Tóquio 2020 no Japão, competiu com outra surfista olímpica, a grande amiga Dominic Barona, do Equador. Silvana Lima usou toda a sua experiência para pegar as melhores ondas que entraram na bateria e somou notas 7.00 e 5.77 na vitória por 12.77 pontos, maior placar das meninas na sexta-feira. Dominic ficou com a última vaga para a quarta fase, superando a argentina Lucia Cosoleto por 8.97 a 8.50 pontos. “Estou feliz de ter passado. Estou me sentindo superbem, ainda mais nessas condições de ondas que eu gosto muito, marolinha perfeitinha e estou muito feliz de ter melhorado mais o meu surf aqui”, disse Silvana Lima. “Estou nessa busca de ir melhorando a cada bateria. A gente vai competir de novo hoje e espero que a maré não esteja tão cheia, porque é bem difícil com a maré muito cheia aqui, fica com poucas ondas. Mas, estou feliz agora de ter passado, estou amarradona e simbora que tem mais uma Brasil”. [caption id="attachment_3673748" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22619 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Silvana Lima amarradona com as marolinhas da Playa Venao.[/caption] Maré cheia paralisa a competição que acaba sendo adiada - Realmente as ondas sumiram quando a maré ficou cheia na Playa Venao. Após as seis baterias da terceira fase feminina, ainda rolaram as doze da segunda rodada masculina, quando as condições do mar já ficaram bem difíceis para competir. A comissão técnica da PASA então decidiu paralisar o evento e realizou várias chamadas durante a tarde, na esperança do mar melhorar. Ainda estavam programadas para rolar os três confrontos da quarta fase feminina e mais seis da terceira fase masculina. Só que nada mudou, a Playa Venao parecia uma grande piscina e a continuação da competição foi oficialmente adiada na chamada das 17h no Panamá, 19h no fuso horário do Brasil. A segunda fase masculina começou bem para o Time Brasil, com o vice-campeão brasileiro do ano passado, Renan Pulga, brigando onda a onda pela vitória na primeira bateria. O venezuelano Rafael Pereira acabou vencendo, mas foi por pouco 11.50 a 11.26 do paulista de São Sebastião. Renan Pulga avançou em segundo lugar, eliminando o chileno Reimundo Berry e o nicaraguense Juan López. Na quinta bateria, veio a primeira baixa no surf de pranchinha, com o cearense Michael Rodrigues não achando boas ondas para mostrar o seu potencial de líder do Surf Brasil Pro 2026, com a vitória na primeira etapa no Ceará. [caption id="attachment_3673753" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22623 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Renan Pulga no ataque na Playa Venao.[/caption] Douglas Silva faz os recordes da sexta-feira na Playa Venao - O peruano Lucca Mesinas, que assim como Michael Rodrigues, fez parte da elite do surf mundial e ainda já representou seu país nas Olimpíadas, se classificou em primeiro lugar com 12.17 pontos. O argentino Thiago Passeri passou em segundo com 11.60, o panamenho Kai Gale Grani perdeu em terceiro com 9.40 e Michael Rodrigues terminou em último com 7.64 pontos. Já o bicampeão brasileiro Douglas Silva brilhou na bateria seguinte, fazendo os recordes da sexta-feira, nota 7.67 e 14.40 pontos. Ele não deu chances ao colombiano Romeo Chavez, o costa-ricense Darsham Antequera e o argentino Ignacio Gundensen. “Eu tava bem focado na estratégia do Paulo Moura (chefe da equipe técnica). Ele me passou todas as coordenadas, fui lá e graças a Deus, fui feliz. Só tenho que agradecer ao Surf Brasil por esse time incrível que temos aqui”, destacou Douglas Silva. “A lealdade da galera que tá aqui todo dia no campeonato, todos se ajudando, isso tem sido o máximo e eu confiei na estratégia do Paulo Moura. Ele fica o tempo todo na praia e está vendo todas as mudanças de marés para nos orientar. Ele, a Andréa (Lopes), o Guga (Arruda), o Américo (Pinheiro), ficam 10 horas na praia, o dia todo, então confiei neles e deu tudo certo”. O próximo desafio do bicampeão brasileiro de 2024 e 2025, Douglas Silva, nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026, será na quarta bateria da terceira fase. Ele agora vai enfrentar ao argentino Thiago Passeri, o experiente chileno Manuel Selman e o venezuelano José Joaquín López. O paulista Renan Pulga, vice-campeão brasileiro em 2025, compete antes, na segunda bateria contra o argentino Joaquin Munoz, o local Teo Gale Grani do Panamá e Bryan Pérez, de El Salvador. No sábado também começa o SUP Surf, com o Time Brasil representado por Guilherme dos Reis, Eri Tenorio, Lena Guimarães e Moah Jessika. [caption id="attachment_3673751" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22619 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Juliana dos Santos nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, no Panamá.[/caption] Surf Brasil busca o tetracampeonato na gestão Teco Padaratz - O Brasil já ganhou 8 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, 3 de ouro com Eder Luciano e Maylla Venturim no Bodyboard e Luiz Diniz no SUP Surf, 3 de prata com Chloe Calmon no Longboard, Maira Viana na final brasileira do Bodyboard e Aline Adisaka no SUP Surf, que teve 1 de bronze com Gabi Sztamfater e a do Carlos Bahia no Longboard. Em 5 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, o Surf Brasil foi tricampeão nas três primeiras participações, em 2022, 2023, 2024 e já conquistou 57 medalhas, sendo 16 de ouro, 16 de prata, 18 de bronze e 7 de cobre. O time foi completo para os Jogos Pan-Americanos de Surf da PASA esse ano e está liderando o ranking dos 19 países representados no Panamá. A equipe viajou com 22 atletas, 11 homens e 11 mulheres na lista de 6 surfistas, 4 longboarders, 4 remadores do SUP Surf e 4 no SUP Race e mais 4 no Bodyboard. O vice-presidente e diretor de esportes da Confederação Brasileira de Surf, Paulo Moura, está no Panamá como chefe da equipe técnica, composta por mais dois ex-surfistas profissionais como ele, Guga Arruda e Andrea Lopes, além de Américo Pinheiro e Gabriela Willinghoefer. Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026 Resultados da sexta-feira na Playa Venao Surf Feminino - Terceira fase 3ª=13º lugar 1ª 1-Leilani McGonagle (CRC)=11.50, 2-Daniella Rosas (PER)=9.50, 3-Genesis Borja (ECU)=7.87 2ª 1-Candelaria Resano (NCA)=8.67, 2-Mia Calderón (PUR)=7.33, 3-Erika Berra (CRC)=4.07 3ª 1-Sol Aguirre (PER)=9.56, 2-Juliana dos Santos (BRA)=9.16, 3-Havanna Cabrero (PUR)=8.67 4ª 1-Chelsea Tuach (BAR)=11.67, 2-Katya Wirsch (ARG)=6.13, 3-Enilda Alonso (PAN)=5.60 5ª 1-Arena Rodriguez (PER)=10.17, 2-Monik Santos (BRA)=9.50, 3-Ana Gonzalez Velasco (MEX)=1.06 6ª 1-Silvana Lima (BRA)=12.77, 2-Dominic Barona (ECU)=8.97, 3-Lucia Cosoleto (ARG)=8.50 Brasileiros nas 12 baterias da segunda fase 3º=25º lugar e 4º=37º lugar 1ª 1-Rafael Pereira (VEN), 2-Renan Pulga (BRA), 3-Reimundo Berry (CHI), 4-Juan Lopez (NCA) 5ª 1-Lucca Mesinas (PER), 2-Thiago Passeri (ARG), 3-Kai Gale Grani (PAN), 4-Michael Rodrigues (BRA) 6ª 1-Douglas Silva (BRA), 2-Romeo Chavez (COL), 3-Darsham Antequera (CRC), 4-Ignacio Gundensen (ARG) Baterias que abrem o sábado no Panamá Surf Feminino - Quarta fase 3ª=7º lugar e 4ª=10º lugar 1ª Leilani McGonagle (CRC), Mia Calderón (PUR), Sol Aguirre (PER), Katya Wirsch (ARG) 2ª Arena Rodriguez (PER), Dominic Barona (ECU), Candelaria Resano (NCA), Daniella Rosas (PER) 3ª Chelsea Tuach (BRB), Silvana Lima (BRA), Juliana dos Santos (BRA), Monik Santos (BRA), Surf Masculino - Terceira fase 3º=13º lugar e 4º=19º lugar 1ª Rafael Pereira (VEN), Roberto Araki (CHI), Joshua Burke (BAR), Jean Carlos González (PAN) 2ª Joaquin Munoz (ARG), Renan Pulga (BRA), Teo Gale Grani (PAN), Bryan Pérez (ESA) 3ª Lucca Mesinas (PER), Romeo Chavez (PER), Jacob Burke (BAR), Bruce Burgos (ECU) 4ª Douglas Silva (BRA), Thiago Passeri (ARG), José Joaquín López (VEN), Manuel Selman (CHI) 5ª Alex Suárez (ECU), Levi Young (CAN), Carlos Muñoz (CRC), Alonso Correa (PER) 6ª Cody Young (CAN), Elias Cardenas (COL), Raul Rios (PER), Sam Reidy (CRC) SUP Race Masculino – Semifinal 1 Eri Tenorio (BRA) Ricardo Ávila (PUR) Itzel Delgado (PER) Augusto Di Leva (ARG) Dario Gonzalez (COL) Gabriel Guevara (PAN) Jaime Ojeda (CHI) Gilbert Solis (VEN) Emerson Solares (GUA) SUP Race Masculino – Semifinal 2 Guilherme dos Reis (BRA) Omelv Garcia (PUR) Adrian Calvo (PER) Santino Basadella (ARG) Edonays Caballero (PAN) José Gonzalez (CHI) Vicente Vilanova (VEN) Brian Berkivitz (GUA) Michael Gutiérrez (CRC) Cameron Carney (CAN) SUP Race Feminino – Semifinal 1 Moah Jessika (BRA) Juliette Duhaime (ARG) Nimsay García (PUR) Camila Fernanda Iriarte (PER) Prisicilia Valdez (CHI) Rafaela Vergara (GUA) Nancy Lozada (VEN) Laura Bal (PAN) SUP Race Feminino – Semifinal 2 Lena Guimarães (BRA) Alma Coletta (ARG) Mariecarmen Rivera (PUR) Giannisa Vecco (PER) Nicole Perez (CHI) Maria Fernanda Rodriguez (GUA) Edimar Luque (VEN) Stephanie Bodden (PAN) Daniela García Montoya (MEX)

source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/jogos-pan-americanos-surf-brasil-busca-o-tetra/

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