Wesley Dantas durante a etapa potiguar do Circuito Banco do Brasil de Surfe. O Rio Grande do Norte volta a receber uma das principais competições da WSL South America. Marcio David / WSL O Circuito Banco do Brasil de Surfe volta ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, conhecida pelas ondas fortes e rápidas, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. Em cinco anos, o circuito já realizou 21 etapas, recebeu mais de duas mil inscrições e contou com mais de 700 atletas únicos de 15 nacionalidades, consolidando-se como a principal plataforma de desenvolvimento e revelação de talentos do surfe profissional na América do Sul. Após abrir a temporada em Imbituba (SC), o Circuito passou por Ubatuba (SP) e agora chega ao Nordeste dando sequência à corrida por vagas no Challenger Series, divisão de acesso ao CT. A ex...
Gravura do século XIX retrata havaianos deslizando sobre as ondas em pé, um dos primeiros registros visuais do surfe tradicional praticado nas ilhas do Pacífico. Reprodução O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade . A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que na...