Yago Dora testa na prática a tecnologia Endless Surf, que será aplicada no Brasil Surfe Clube em Búzios. Henrique Pinguim O que define uma boa onda? Tamanho, força, parede, qualidade da linha, formação e surfabilidade, dentre outros elementos. No oceano, todos esses fatores mudam a cada swell, a cada vento, a cada maré. Em Búzios, a proposta é diferente: construir essas variáveis de forma controlada, repetível e ajustável. A piscina do Brasil Surfe Clube Aretê Búzios opera com a tecnologia Endless Surf, do grupo canadense WhiteWater, com 48 câmaras de ar de alta precisão. O sistema permite criar configurações distintas dentro da mesma estrutura. Dentro de um universo de grandes possibilidades, as cinco primeiras ondas já foram nomeadas e reveladas, cada uma com perfil próprio, e muito mais ainda está por vir. Onda #01: Pointbreak + Junção Linha longa, seções conectadas, tempo de onda que pode ultrapassar 25 segundos. A junção encadeia diferentes partes da onda sem perd...
É o core que conecta a força gerada pelos membros inferiores à rotação do tronco necessária para manobras críticas. Filipe toledo mostra na prática. WSL / Beatriz Ryder Todos nós brasileiros, torcedores e nas horas vagas juízes “experts” de qualquer modalidade esportiva competitiva, gostamos também de fazer análise no surfe, admiramos aquela onda “bem surfada” com um misto de radicalidade, ousadia e inovação. Eu me incluo, e pelo conhecimento da mecânica do corpo humano, faço as minhas análises olhando por essa lente médica. Observei que muitas vezes a diferença entre o surfista que avançou e o que foi eliminado não estava no tamanho da onda, nem na prancha que usavam. Estava na fluidez. Enquanto um parecia lutar contra a água em cada rasgada, o outro transformava a energia da onda em velocidade de forma natural e fácil. Muitos chamam isso de “talento natural”. Hoje, com a óptica médico-científica, eu chamo de eficiência da cadeia cinética. A...