Yago Dora arranca nota 10 perfeita e Italo Ferreira avança à semifinal, enquanto Filipe Toledo é superado em duelo intenso nas quartas; final feminina definida com Carissa Moore dominante. Próxima chamada acontece neste domingo (24), às 16h15.
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[media-credit id=22633 align="alignnone" width="3840"][/media-credit] Yago Dora passa pelas quartas com virada no fim e nota 10.[/caption]
Um incrível Dia 5 do New Zealand Pro 2026 viu grandes confrontos renderem notas elevadas e definir o Finals Day da etapa número 4 do Championship Tour (CT) 2026 da World Surf League (WSL). O atual campeão mundial Yago Dora protagonizou um dos momentos mais marcantes do evento ao conquistar a primeira nota 10 perfeita da temporada, garantindo vaga nas semifinais, enquanto Italo Ferreira também avançou e Filipe Toledo acabou eliminado após uma batalha intensa. No feminino, a final foi definida com uma atuação dominante da havaiana Carissa Moore, que registrou o maior somatório da temporada. Após um atraso pela manhã em busca das melhores condições, as quartas de final masculinas foram concluídas antes das semifinais femininas encerrarem o dia em esquerdas de 1 metro com séries maiores nas longas paredes de alto desempenho de Manu Bay.
Com as costas contra a parede, Yago Dora entregou uma performance impressionante para alcançar a primeira nota 10 perfeita do ano e garantir vaga nas semifinais do primeiro evento da história do CT realizado em Manu Bay, em Raglan. Depois que o norte-americano Cole Houshmand somou duas notas 8.50 com um surfe poderoso e variado, o brasileiro precisava de 9.50 pontos. Restando três minutos no cronômetro, Yago entrou em uma onda e executou uma rotação completa gigante logo na primeira seção, conectando com um layback profundo e uma sequência sólida de manobras até o inside. O painel de juízes não hesitou em atribuir a nota máxima ao campeão mundial, que fechou com 17.50 no somatório de duas ondas.
“Estou apenas agradecendo a Deus por essa oportunidade, por esse momento”, disse Yago. “Parecia que tudo estava perdido. O Cole estava surfando a bateria perfeita, escolhendo as ondas certas. As minhas ondas eram um pouco menores que as dele e não tão em pé, e eu estava realmente rezando por uma oportunidade. Eu sabia que podia conseguir o 9.50 que precisava, só precisava de uma onda para ir com tudo. Na última onda, quando eu levantei, vi aquele pocket se formando e pensei: ok, é isso, vou mandar. Fui até a base e acertei perfeitamente. Sabia que só precisava completar a onda depois disso. É uma sensação muito boa".
Seguindo o embalo de Yago, Italo Ferreira também brilhou ao anotar 9.00 pontos com uma rotação completa semelhante logo na abertura de sua melhor onda, encaminhando um grande duelo brasileiro nas semifinais. Com 16.63 no total, ele superou Miguel Pupo, que vinha de assumir a liderança do ranking ao vivo após a eliminação de Gabriel Medina na terceira fase. Agora, Yago e Italo têm a oportunidade de conquistar a lycra amarela com uma vitória na etapa.
Já Filipe Toledo acabou eliminado após um confronto eletrizante contra Griffin Colapinto. O norte-americano começou dominante, colocando Filipe em combinação de 16.33 nos primeiros dez minutos com notas 8.50 e 7.83 pontos. Após uma sequência incomum de quedas, o brasileiro reagiu com 6.43 para sair da combinação e rapidamente encontrou seu ritmo, anotando a melhor onda da bateria, um 8.70, com velocidade, fluidez e fortes manobras de backside em sua prancha não tradicional. Griffin respondeu na sequência com 8.60, fechando com 17.10 e ampliando sua vantagem no confronto direto para 5 a 3.
“Foi muito bom conseguir pegar algumas ondas. O final dessa bateria foi sem parar”, disse Griffin. “Eu estava muito animado para surfar contra o Filipe. Toda vez que a gente se enfrenta, tiramos o melhor um do outro. Sempre me perguntam quem é o meu adversário favorito no Tour, e eu digo Filipe toda vez. Tem algo nisso, sempre temos as melhores batalhas. É muito divertido. Estou muito feliz por ter passado e por ter pego ondas realmente boas nessa bateria. Estamos na estrada há dois meses, e momentos como esse são exatamente o motivo pelo qual fazemos isso e amamos tanto. E a energia do público também. Tem muita gente aqui, é impressionante. Sou muito grato por todos. Cada vez que pegávamos uma onda, dava para ouvir todo o penhasco vibrando. Parecia que estávamos jogando futebol na NFL ou algo assim".
Griffin agora enfrentará Morgan Cibilic na semifinal, depois que o australiano venceu o indonésio Rio Waida em uma disputa apertada decidida nos segundos finais. Morgan encontrou a maior nota da bateria com menos de cinco segundos restantes, pegando a segunda onda de uma série após Rio usar a prioridade na primeira, apenas para olhar para trás e ver o australiano destruindo a onda para um excelente 8.00 pontos.
No feminino, a havaiana Carissa Moore garantiu vaga na final com a maior pontuação da temporada, um quase perfeito 19.00 (de 20 possíveis), incluindo três ondas na casa dos nove pontos contra a também surfista do Havaí Bettylou Sakura Johnson. A cinco vezes campeã mundial dominou grande parte do confronto, deixando a adversária precisando de uma combinação alta enquanto apresentava mais uma aula de backside potente, chegando a acenar para sua filha de um ano que assistia da areia.
“Foi divertido demais. Acho que vai ser uma daquelas baterias que vou lembrar e guardar para o resto da vida”, disse Carissa. “Estou literalmente vivendo meu sonho. Sempre quis ter minha família comigo, minha filha na praia acenando para mim e aprendendo a bater palmas para mim, isso é a coisa mais incrível, isso realmente já é a vitória. Não acredito que estou no Finals Day e na final com a Sawyer (Lindblad). Vai ser uma grande batalha. Espero que continuemos com ondas e possamos fazer um bom espetáculo. Isso é muito legal".
Na outra semifinal, um duelo norte-americano, Sawyer Lindblad venceu Alyssa Spencer por apenas 0.03 em um duelo extremamente equilibrado. As duas surfistas apresentaram ataques de frontside com batidas verticais e curvas potentes, mas Sawyer levou vantagem com uma combinação forte de três manobras em sua melhor onda. A surfista de 20 anos, eleita Rookie of the Year em 2024, chega à sua terceira final no CT em busca da primeira vitória.
“É muito bom finalmente sair das semifinais. Nos últimos dois eventos, cheguei muito perto, o que foi difícil, mas estou muito feliz de ter chegado à final, falta só mais uma bateria”, disse Sawyer. “Nós duas surfamos de frontside, então estávamos nos divertindo muito ali, e as condições estão perfeitas agora. Estava dos sonhos, realmente dos sonhos. Trabalhei muito duro na pré-temporada. Como não passei no corte no ano passado, tive três meses a mais que todo mundo para treinar. Fiz muitas viagens de surfe e realmente trabalhei no meu surfe; estou feliz que está dando resultado".
O Finals Day está em alerta amarelo para este domingo, com primeira chamada às 16h15 (horário de Brasília) para um possível início às 16h35.
New Zealand Pro 2026
Quartas de final Masculino 1 Griffin Colapinto (EUA) 17.10 x 15.83 Filipe Toledo (BRA) 2 Morgan Cibilic (AUS) 13.60 x 13.50 Rio Waida (IND) 3 Yago Dora (BRA) 17.50 x 17.00 Cole Houshmand (EUA) 4 Italo Ferreira (BRA) 16.63 x 12.17 Miguel Pupo (BRA) Semifinais Feminino 1 Sawyer Lindblad (EUA) 15.76 x 15.73 Alyssa Spencer (EUA) 2 Carissa Moore (HAV) 19.00 x 13.70 Bettylou Sakura Johnson (HAV) Semifinais Masculino (confrontos) 1 Griffin Colapinto (EUA) x Morgan Cibilic (AUS) 2 Yago Dora (BRA) x Italo Ferreira (BRA) Final Feminino 1 Sawyer Lindblad (EUA) x Carissa Moore (HAV)source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/ct/wsl-new-zealand-pro-2026-brasileiros-brilham-em-raglan/
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