Pular para o conteúdo principal

Samuel Pupo, Gabriel Medina, Yago Dora, Italo Ferreira e Luana Silva superam condições difíceis e avançam na Austrália. Próxima chamada acontece na terça (21).

Samuel Pupo[caption id="attachment_3672798" align="alignnone" width="696"] [media-credit id=22540 align="alignnone" width="696"][/media-credit] Samuel Pupo avança com o maior somatório do dia entre os homens.[/caption] O segundo dia do Western Australia Margaret River Pro 2026 foi marcado pela definição dos classificados para as quartas de final em condições desafiadoras no Main Break e com forte presença brasileira. Gabriel Medina, Yago Dora, Italo Ferreira, Samuel Pupo e Luana Silva garantiram vaga entre os oito melhores de suas categorias. A competição foi retomada neste domingo (19), com mar mexido, vento maral e ondas entre 4 e 6 pés. Com a chegada de um forte sistema de tempestade, a etapa foi colocada em espera pelos próximos dois dias, com próxima chamada prevista para a manhã de quarta-feira (22) na Austrália, noite de terça (21) no Brasil devido ao fuso horário, às 20h (de Brasília). O Brasil teve papel de destaque principalmente no masculino, colocando quatro surfistas nas quartas de final, cada um em uma bateria. Samuel Pupo protagonizou uma das melhores performances do dia ao vencer o japonês Kanoa Igarashi por 14.00 a 13.80, somando a única nota excelente das disputas masculinas no dia: 8.00 pontos. "Sabia que seria uma bateria difícil. No papel já era um confronto pesado", contou Samuel. "O Kanoa é um surfista incrível. Os erros que cometi mostraram o quanto ele é bom na leitura do mar e o quão focado ele é. Ele enxergou ondas que eu não vi e conseguiu grandes notas. Isso mostra pontos que ainda preciso melhorar para evoluir no futuro. É muito bom estar aqui sem todo aquele estresse e pressão que eu tive nos últimos anos. Conseguir dar essa virada é algo muito importante para mim mentalmente, para me deixar mais forte para baterias maiores e momentos decisivos".   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por World Surf League (@wsl)

Na sequência, Gabriel Medina levou a melhor no duelo de ex-campeões da etapa contra o australiano Jack Robinson. Em uma bateria disputada em condições difíceis, o tricampeão mundial venceu por 11.90 a 10.63 pontos. "O Jack é um dos melhores aqui", disse Gabriel. "É sempre bom vencer uma bateria como essa. Ele é um surfista e uma pessoa incríveis. Sou um grande fã dele e estou feliz com a vitória. É difícil com esse vento, parece até que estamos fazendo snowboard ou algo assim — até a neve é mais lisa. Espero que tenhamos condições melhores para poder apresentar um bom surfe. Mas também precisamos passar por essas condições difíceis. Já é um bom resultado, mas eu quero mais". Yago Dora, atual campeão mundial, também avançou ao bater o japonês Connor O’Leary com 10.34 a 7.03, enquanto Italo Ferreira venceu o confronto brasileiro contra João Chianca por 13.40 a 12.80.   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por World Surf League (@wsl)

Fechando a participação brasileira no Round 3, Miguel Pupo acabou superado por Ethan Ewing (11.40 x 10.73) e se despediu da etapa em nono lugar. No feminino, Luana Silva garantiu o Brasil nas quartas ao vencer a australiana Sophie McCulloch em uma bateria equilibrada: 10.97 a 10.07 pontos. A brasileira agora encara a atual campeã mundial, a também surfista da Austrália, Molly Picklum.   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por ge tv (@getv)

Molly, aliás, foi o grande nome do dia entre as mulheres. A australiana registrou o maior somatório: 15.50, incluindo a nota excelente 8.50, na vitória sobre a aussie Sally Fitzgibbons. "Lá fora é quase uma batalha no mar, e quando aparece uma seção, você precisa se comprometer com ela”, disse Molly. "Me perguntaram sobre a minha comemoração. Você solta tudo porque é a melhor sensação — você está batendo na onda e colocando tudo ali, em cada seção, em cada momento, como se fossem momentos mágicos. Muitas coisas estão encaixando agora, e algumas delas são até incontroláveis. Então, quando isso acontece, você só aproveita e segue o fluxo. Eu estou indo nessa vibe. Vou aproveitar com certeza. Vamos ver se continua dando certo para mim".   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por World Surf League (@wsl)

As campeãs mundiais restantes na chave feminina ditaram o ritmo no Round 2. A norte-americana Caroline Marks avançou com 12.27 ao derrotar Francisca Veselko. "Sinto que em Bells eu nem cheguei a surfar de verdade. Hoje finalmente tive algumas oportunidades de me soltar, então fiquei muito feliz com isso", disse Caroline. "Está bem difícil lá fora. Margaret River não está nada definido, as ondas estão meio espalhadas, e você também acaba sendo levado pela corrente o tempo todo, então vira um jogo de gato e rato. Fico feliz por ter encontrado algumas boas ondas. Tentei não pensar demais e simplesmente surfar bastante. Que bom que deu certo. Tenho feito ótimos free surfs, então espero que na próxima bateria eu consiga me soltar ainda mais". A norte-americana Caitlin Simmers (11.40) e a havaiana Carissa Moore (9.16) também venceram suas baterias. Simmers superou a francesa Vahine Fierro apostando em ondas na faixa dos cinco pontos. "Eu só quero surfar", falou Caitlin. "Sinto que no último evento eu nem tive tantas oportunidades de surfar. Então, nesse aqui, pensei: tem muitas ondas lá fora, mas não estão bem definidas. Você meio que precisa ir e torcer para que tenha uma seção no final para conseguir um 5. É isso que você tenta fazer, dar o seu melhor com o que tem. Isso vai além do surfe ou das ondas, mas hoje fico feliz por ter conseguido mandar alguns laybacks. Queria ter passado de cinco. Ainda não consegui nenhuma nota acima de cinco esse ano, então isso me incomoda um pouco. Mas próxima bateria, próxima bateria". Carissa teve mais dificuldades e venceu a australiana Isabella Nichols por uma margem apertada (9.16 x 8.47). "Acho que nem eu nem a Bella (Isabella Nichols) gostaríamos de repetir apresentações como essa muitas vezes", disse Carissa. "Felizmente, eu fiquei do lado certo dessa vez e avancei, mas estive muito perto de sair da água sem nem sorrir. Então, só posso agradecer por ter dado certo e por Margaret River ter estado ao meu lado hoje. Estou realmente curtindo muito esse lugar, é um dos meus favoritos no mundo inteiro. Sou uma grande fã do surfe da Caity (Simmers) e também dela como pessoa. Poder acompanhar de perto como fã nos últimos dois anos foi muito legal. Ela é campeã mundial e alguém que tem me inspirado e me feito evoluir. Me sinto muito honrada e sortuda por poder vestir a lycra ao lado dela novamente". Outro destaque do dia foi o confronto norte-americano entre os irmãos Colapinto. A bateria foi decidida nos minutos finais, com Crosby virando para 13.67 a 13.43, diferença de apenas 0.24. "É uma situação muito louca, porque eu acredito que estou aqui hoje, no Tour, competindo nesse nível, por causa do Griffin", disse Crosby. "Ele é meu irmão mais velho, meu maior ídolo, meu maior fã. Ele sempre me apoia, está sempre ao meu lado. Até em Bells, ele foi a primeira pessoa com quem falei na escada, e a gente analisou tudo junto. Entrar nessa bateria foi uma sensação estranha, porque sabíamos que um de nós iria perder, sendo que os dois queriam seguir em frente e se encontrar na final. Mas é assim que funciona. Ele me venceu em Bells, eu venci aqui, então agora está 1 a 1".   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por World Surf League (@wsl)

Já o australiano George Pittar garantiu a vitória sobre o italiano Leonardo Fioravanti em uma bateria decidida após a sirene. Com um 7.33, ele retomou a liderança e avançou às quartas. Western Australia Margaret River Pro 2026 Oitavas de final Masculino 1 Samuel Pupo (BRA) 14.00 x 13.80 Kanoa Igarashi (JAP) 2 Joel Vaughan (AUS) 9.33 x 6.34 Liam O'Brian (AUS) 3 Crosby Colapinto (EUA) 13.67 x 13.43 Griffin Colapinto (EUA) 4 Gabriel Medina (BRA) 11.90 x 10.63 Jack Robinson (AUS) 5 Yago Dora (BRA) 10.34 x 7.03 Connor O’Leary (JAP) 6  George Pittar (AUS) 13.53 x 12.46 Leonardo Fioravanti (ITA) 7 Italo Ferreira (BRA) 13.40 x 12.80 João Chianca (BRA) 8 Ethan Ewing (AUS) 11.40 x 10.73 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Samuel Pupo (BRA) x Joel Vaughan (AUS) 2 Crosby Colapinto (EUA) x Gabriel Medina (BRA) 3 Yago Dora (BRA) x  George Pittar (AUS) 4 Italo Ferreira (BRA) x Ethan Ewing (AUS) Oitavas de final Feminino 1 Gabriela Bryan (HAV) 9.67 x 8.44 Yolanda Hopkins (POR) 2 Sawyer Lindblad (EUA) 9.60 x 7.60 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 3 Caroline Marks (EUA) 12.27 x 10.17 Francisca Veselko (POR) 4 Lakey Peterson (EUA) 10.10 x 8.34 Erin Brooks (CAN) 5 Molly Picklum (AUS) 15.50 x 9.30 Sally Fitzgibbons (AUS) 6 Luana Silva (BRA) 10.97 x 10.07 Sophie McCulloch (AUS) 7 Caitlin Simmers (EUA) 11.40 x 7.40 Vahine Fierro (FRA) 8 Carissa Moore (HAV) 9.16 x 8.47 Isabella Nichols (AUS) Quartas de final 1 Gabriela Bryan (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA) 2 Caroline Marks (EUA) x Lakey Peterson (EUA) 3 Molly Picklum (AUS) x Luana Silva (BRA) 4 Caitlin Simmers (EUA) x Carissa Moore (HAV) Ranking Masculino 1 Miguel Pupo (BRA) 10.000 pontos 2 Yago Dora (BRA) 7.800 3 Gabriel Medina (BRA) 6.085 4 Griffin Colapinto (EUA) 6.085 5 Samuel Pupo (BRA) 4.745 6 Kanoa Igarashi (JAP) 4.745 7 Barron Mamiya (HAV) 4.745 8 Leonardo Fioravanti (ITA) 4.745 9 George Pittar (AUS) 3.320 10 Filipe Toledo (BRA) 3.320 11 Italo Ferreira (BRA) 3.320 12 Jordy Smith (AFR) 3.320 13 Rio Waida (IND) 3.320 14 Marco Mignot (FRA) 3.320 15 Jake Marshall (EUA) 3.320 16 Alejo Muniz (BRA) 3.320 17 Luke Thompson (AFR) 1.000 18 Ethan Ewing (AUS) 1.000 19 Mateus Herdy (BRA) 1.000 20 Joel Vaughan (AUS) 1.000 21 Connor O'Leary (JAP) 1.000 22 Kauli Vaast (FRA) 1.000 23 Morgan Cibilic (AUS) 1.000 24 João Chianca (BRA) 1.000 25 Crosby Colapinto (EUA) 1.000 26 Eli Hanneman (HAV) 1.000 27 Seth Moniz (HAV) 1.000 28 Cole Houshmand (EUA) 1.000 29 Jack Robinson (AUS) 1.000 30 Alan Cleland (MEX) 1.000 31 Liam O'Brien (AUS) 500 32 Ramzi Boukhiam (MAR) 500 33 Callum Robson (AUS) 500 34 Oscar Berry (AUS) 500 Ranking Feminino 1 Gabriela Bryan (HAV) 10.000 2 Molly Picklum (AUS) 7.800 3 Isabella Nichols (AUS) 6.085 4 Alyssa Spencer (EUA) 6.085 5 Caitlin Simmers (EUA) 4.745 6 Luana Silva (BRA) 4.745 7 Lakey Peterson (EUA) 4.745 8 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.745 9 Erin Brooks (CAN) 2.000 10 Tyler Wright (AUS) 2.000 11 Carissa Moore (HAV) 2.000 12 Caroline Marks (EUA) 2.000 13 Nadia Erostarbe (ESP) 2.000 14 Anat Lelior (ISR) 2.000 15 Sally Fitzgibbons (AUS) 2.000 16 Francisca Veselko (POR) 2.000 17 Vahine Fierro (FRA) 1.000 18 Tya Zebrowski (FRA) 1.000 19 Bella Kenworthy (EUA) 1.000 20 Yolanda Hopkins (POR) 1.000 21 Brisa Hennessy (CRI) 1.000 22 Sawyer Lindblad (EUA) 1.000 23 Stephanie Gilmore (AUS) 1.000

source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/ct/margaret-river-pro-2026-brasil-com-cinco-nas-quartas/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Carlos Burle estreia Bravamente, novo podcast de histórias inspiradoras. Série reúne entrevistas que mostram como esporte transforma vidas.

https://youtu.be/-s5QiotecjY O surfista e campeão mundial de ondas grandes Carlos Burle estreia nesta quarta-feira (25) o podcast Bravamente, série documental em áudio e vídeo que revela como o esporte tem sido, para muitos, mais do que uma prática física — uma verdadeira ponte para o equilíbrio emocional, propósito e oportunidades no mercado profissional. Com 12 episódios quinzenais e duração entre 15 e 40 minutos, o programa será lançado no YouTube (@bravamente_oficial) e no Spotify (Brava•Mente). A cada edição, Burle conduz conversas autênticas com personagens que têm o esporte como parte essencial da vida, em narrativas que misturam emoção, disciplina, superação e reconexão com o corpo e a mente. Entre os entrevistados da temporada estão nomes como Brenda Moura, promessa do surfe e skate brasileiro; Morongo, fundador da Mormaii; Walter Chicharro, ex-presidente da Câmara de Nazaré, em Portugal; e Trennon Paynter, treinador da equipe olímpica canadense de esqui. Também participam exe...

Jack Johnson e Rob Machado partem para Bali, Indonésia, curtem boas ondas de Uluwatu e promovem show juntos.

https://www.youtube.com/watch?v=1lWFR0vSQqU&list=RD1lWFR0vSQqU&start_radio=1 Jack Johnson e Rob Machado partem para Bali, Indonézia, e promovem uma performance ao vivo muito especial nas Uluwatu Surf Villas, com vista para a icônica Uluwatu. Sendo ambos artistas e surfistas, não seria um show em Uluwatu sem antes um pouco de surfe. O dia começou com sessão de Jack Johnson e Rizal Tanjung, um dos maiores nomes do surfe indonésio. O mar estava com condições ideais, e Jack aproveitou para mostrar que, além de músico consagrado, continua sendo um surfista de respeito. Rizal, por sua vez, filmou a queda com uma GoPro Uma das maiores partes do surfe é esperar pelas ondas no outside, e é durante esse tempo que boas conversas acontecem, mas raramente são documentadas. Enquanto Jack e Rizal esperam por uma série, Jack conta sobre seu processo de composição, abordando como Rodeo Clowns e F-Stop Blues surgiram, e também relembra sua primeira viagem a Bali em 92. Pouco depois, Rob se junta...

Albee Layer estreia Less Than Easy, novo filme sobre inverno em Maui. Jaws quebra com força máxima em cinco dias históricos de swell gigante.

https://www.youtube.com/watch?v=uYCXrHNvEEI O havaiano Albee Layer acaba de lançar Less Than Easy, filme que retrata com intensidade e emoção a última temporada de ondas grandes em Maui. Mais do que uma simples coletânea de sessões em Jaws, o projeto é uma carta de amor à ilha que Layer chama de lar há 33 anos e ao tipo de surfe que beira o limite humano. Nas palavras do próprio Albee, a ideia foi olhar para as ondas familiares com uma nova perspectiva: “Nos esforçamos ao máximo por enxergar as ondas com ideias frescas e por nos entregar de corpo e alma aos picos clássicos da ilha”, conta. E não faltaram momentos marcantes, entre eles uma sequência de cinco dias em Jaws que ele descreve como a melhor que já testemunhou, coroada pelo maior swell de sua vida. O filme também marca um momento pessoal importante: Albee acabou de tirar sua licença de piloto. Voar por cima de Maui, segundo ele, ampliou ainda mais sua conexão com a ilha e renovou seu olhar sobre a paisagem e os picos que já co...