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Coluna Museu do Surfe resgata história de Paulinho do Tombo, o primeiro campeão brasileiro da história do Circuito de Surf Profissional.

Paulinho do Tombo[gallery td_select_gallery_slide="slide" ids="3673078,3673077,3673076,3673075,3673074,3673073,3673072,3673071,3673070,3673069,3673068"] A temporada de 1987 marcou a consolidação do surfe profissional no Brasil e revelou um nome decisivo: Paulo Matos, o Paulinho do Tombo. Aos 24 anos, caiçara de uma família da Praia do Tombo, habituado nas suas ondas fortes, ele construiu uma campanha consistente que o levaria ao título de primeiro campeão brasileiro da história do Circuito de Surf Profissional. Paulinho começou o ano em alta, vencendo a primeira etapa do Circuito, o OP Pro na Praia da Joaquina. Depois, alternou resultados: foi 17º no Lightning Bolt Pro, nas Pitangueiras; 9º no Sundek Classic, em Itamambuca; e alcançou um importante vice-campeonato nas ondas da Praia de Stella Maris, pelo Fico Festival, que o levou à etapa decisiva - o Town & Country Pro, em Itaúna/Saquarema - ainda na briga pelo título geral. Versátil e eficiente em qualquer condição de onda, Paulinho tinha como marcas um surfe de linha firme, batidas verticais e leitura apurada para tubos. Usando pranchas shapeadas por Geraldo Rinaldi e patrocinado por Town & Country e Atoll, destacou-se pela capacidade de adaptação e pelo foco competitivo. Em entrevista à Fluir, o surfista lembrou a pressão antes da bateria decisiva contra Magnus Dias, nas semifinais do Town & Country: “Antes da bateria senti muita pressão… tive que me manter calmo e acreditar”. Na final, o segundo lugar na etapa, atrás de Fred D’Orey, garantiu o título do Circuito Brasileiro ao guarujaense. Paulinho avaliou sua temporada como “muito boa”, citando regularidade como principal trunfo. Ele também destacou a disputa direta com Pedro Müller ao longo do ano, apontando o rival como o único que poderia ameaçar seu título. O Circuito Brasileiro de Surf Profissional de 1987 foi, para ele, mais do que uma sequência de resultados. Representou a maturidade de um surfista formado em um ambiente competitivo e técnico, que soube transformar experiência local, formada de uma família ligada ao mar, em desempenho nacional. Com isso, Paulo Matos inscreveu seu nome como o primeiro campeão do surfe profissional brasileiro, inaugurando uma nova fase do surfe no país. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi – o Pardhal.  

source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/ct/wsl-gold-coast-pro-2026-previsao-excelente-para-etapa/

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