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Brasileiros brilham na Praia da Vila (SC), conquistam Circuito Banco do Brasil de Surfe em Imbituba e assumem protagonismo na corrida por vagas no Challenger Series 2027/28.

Sophia Medina[gallery td_select_gallery_slide="slide" ids="3671673,3671672,3671671,3671665,3671670,3671667,3671668,3671669,3671666"] O Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba foi concluído neste domingo com praia cheia e muita festa nas areias de Imbituba, definindo os campeões do evento válido como a primeira etapa da temporada com status QS 6.000 da World Surf League (WSL) e o início do calendário 2026/27 da WSL South America. Sophia Medina (BRA) e Luan Wood (BRA) levaram os canecos de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram também 10 mil dólares de premiação. O evento foi marcado por performances avassaladoras durante toda a janela, com 27 notas de critério excelente (acima de 8.00 pontos), algo incomum em uma competição de Qualifying Series, mostrando a potência e qualidade das ondas de Imbituba. Após um sábado de muita festa, agitação e high scores na Praia da Vila, o domingo amanheceu com séries mais demoradas nas esquerdas do canto da pedra, mas a praia continuou lotada de fãs do surfe. As semifinais femininas abriram o dia e, após a definição dos finalistas no masculino, foi a vez da grande decisão do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba colocar frente a frente Sophia Medina e Daniella Rosas (PER). Com as finais disputadas em 45 minutos, a peruana entrou na água defendendo o título conquistado no ano anterior, enquanto Sophia buscava não só seu melhor resultado recente no Qualifying Series, mas também um passo importante rumo à classificação para o Challenger Series 2027/28. Daniella abriu a bateria tentando assumir a liderança logo nos primeiros minutos, mas foi Sophia quem apostou na estratégia da paciência. Esperando pelas ondas da série, a brasileira só fez sua primeira escolha restando 16 minutos para o fim, o suficiente para arrancar um 6.67 pontos e assumir o controle da disputa. Precisando de pouco para ampliar, ela encontrou uma nova oportunidade e trocou sua segunda nota a oito minutos do término, consolidando a vantagem. A vitória marca o retorno de Sophia Medina ao lugar mais alto do pódio no QS (o terceiro da carreira da atleta). Um início de temporada com peso e que pode representar uma virada de chave na corrida pelo ranking sul-americano. "Tenho muito respeito pela Dani. Fazer uma final com uma grande amiga é especial. Antes de vir pra cá, duvidei de mim, mas segui trabalhando e encontrei força na fé. O mar estava difícil, precisei ter paciência e escolher bem as ondas", celebra a campeã, que completa: "Lá dentro, as decisões são suas. Aprendi errando e competindo, ganhando experiência a cada evento". Sophia ainda falou sobre Imbituba ter sido especial para seu irmão, Gabriel Medina. "Na entrada, ouvi ‘igual ao teu irmão, agora vai' e isso ficou na minha cabeça. Esse campeonato é um recomeço. Acho que virou a chave e sigo focada no trabalho.", finaliza a campeã. Na decisão masculina, um duelo com sotaque catarinense e história compartilhada desde as categorias de base entrou em cena. De um lado, o local da Joaquina Lucas Vicente (BRA), campeão mundial Pro Junior em 2019 e integrante do Challenger Series em 2025. Do outro, o local da Praia do Matadeiro Luan Wood, campeão catarinense em 2019, em busca de sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil. Um confronto entre dois surfistas que cresceram juntos dentro d'água e que agora se encontram no momento mais decisivo do evento, unindo experiência, rivalidade e conhecimento profundo das condições do mar. O mar colaborou e as séries ficaram mais frequentes na grande decisão. A primeira metade do confronto foi muito equilibrada, com notas na casa dos 6.00 pontos para os dois lados. Luan se garantiu na liderança com um 7.00 pontos, deixando Lucas precisando de perigosos 6.81 pontos pra virada, que não aconteceu. Luan saiu da água direto para os braços dos amigos e da família na areia. Na matemática final, Luan Wood encerrou o confronto com 13.67 pontos, enquanto Lucas Vicente garantiu o vice-campeonato ao somar 13.10. Em uma final de alto nível técnico, os dois atletas protagonizaram uma apresentação consistente que encerrou o dia de disputas na Praia da Vila. O resultado marca o segundo título de Luan Wood em etapas do Qualifying Series. "Eu estou me sentindo muito feliz, né? Ainda não caiu a ficha de que eu sou campeão de um QS 6.000, mas está caindo. Aos poucos eu vou entrando nessa energia (risos). Mas estou muito feliz. É um campeonato muito difícil de ganhar, com 96 competidores e tops do mundo... Então quero só agradecer. Hoje era o meu dia, meu campeonato. Deus quis assim, e eu também, e deu certo", comemora Luan. O caminho até a decisão Traçando o retrospecto até as finais, abrindo a manhã de domingo na Praia da Vila, a primeira semifinal feminina foi marcada por tensão do início ao fim. Sophia Medina garantiu a classificação para a final após um duelo equilibrado contra a argentina Victoria Muñoz Larreta (ARG), um dos principais nomes da nova geração sul-americana. Com condições mais lentas e séries demoradas no início da bateria, a brasileira aproveitou uma das melhores oportunidades da série para registrar 7.33 pontos, colocando a adversária na necessidade de 4.77 pontos para assumir a liderança. Faltando 40 segundos para o término, Victoria encontrou uma última oportunidade mais próxima da bancada, levantando a expectativa de virada. No entanto, a nota 4.47 não foi suficiente para alterar o resultado. Com isso, Sophia Medina confirmou presença na grande final e garantiu o Brasil na decisão em Imbituba. Na sequência, a definição da segunda finalista também veio apenas após o soar da buzina. Em mais uma bateria decidida nos instantes finais, Daniella Rosas superou sua compatriota Sol Aguirre (PER) ao encontrar a virada nos últimos segundos na Praia da Vila. Logo depois do feminino, foi a vez dos homens definirem os finalistas na Praia da Vila. No primeiro duelo homem a homem do dia, Lucas Vicente foi dominante do início ao fim e garantiu sua posição na grande decisão ao bater Rafael Teixeira (BRA), que vinha mantendo regularidade ao longo de toda a competição. Com um 7.33 como melhor nota, Lucas controlou a bateria administrando o backup de 6.00 pontos para avançar com segurança. A segunda semifinal tinha clima de final antecipada, reunindo dois surfistas que vinham acumulando high scores e performances consistentes desde o início do evento: Jadson André (BRA) e Luan Wood. Luan começou de forma consistente, e encontrou seu ritmo na segunda metade do confronto, encaixando duas boas ondas e deixando Jadson precisando de 8.16 nos dez minutos finais. Finalista na Vila em 2025, quando terminou em terceiro lugar após ser superado apenas pelo campeão da etapa Matheus Navarro (BRA), Jadson voltou a pressionar na reta final. Enquanto isso, Luan elevou o nível com um 8.33 faltando menos de oito minutos para o término, ampliando a exigência de nota para o potiguar para 9.66. No duelo de estilos com frontside de Jadson contra o backside de Luan, o catarinense fechou com 15.66 pontos no somatório final e carimbou sua vaga na decisão. Jadson ainda encontrou uma excelente onda na buzina, arrancando 8.30 dos juízes, mas a nota não foi suficiente para a virada. Com os resultados, Jadson André e Rafael Teixeira terminam suas participações na terceira posição geral. Entre uma bateria e outra, depois de um final de sábado memorável com uma festa linda e shows incríveis de Dazaranha, The Cosmic Surfer e Gui Heleodoro + Origem, a Praia da Vila continuou celebrando o surfe sul-americano. O campeão mundial Bruno Jacob voltou para dentro d'água com sua moto aquática para mais um espetáculo de manobras e voos incríveis. O evento contou ainda com a tradicional programação para o público, como a Aula de Beach Tennis e de Altinha by Banco do Brasil. A próxima etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe já tem data marcada e dessa vez desembarca em São Paulo. De 30 de abril a 3 de maio, a Praia de Itamambuca, no litoral norte paulista, recebe os melhores surfistas sul-americanos na etapa 4.000 do Qualifying Series da WSL. O Banco do Brasil celebra 35 anos de apoio ao esporte, destacando o surfe como uma modalidade alinhada aos seus valores de conexão, inclusão e sustentabilidade. Em parceria com a World Surf League, o Circuito Banco do Brasil de Surfe se consolidou como uma das principais plataformas de desenvolvimento da modalidade no país, abrindo caminho para atletas alcançarem o cenário internacional. Após o sucesso de 2025, o evento retorna ainda mais robusto, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em um dos picos mais tradicionais do Brasil com o slogan "Pra Quem Sonha Grande!". Sobre a WSL - A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação. Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com. Resultados deste domingo do Circuito Banco do Brasil 2026 Semifinais Feminino 1 Sophia Medina (BRA) 8.83, Victoria Muñoz Larreta (ARG) 8.54 2 Daniella Rosas (PER) 10.77, Sol Aguirre (PER) 10.44 Final Feminino 1 Sophia Medina (BRA) 11.17, Daniella Rosas (PER) 9.50 Semifinais Masculino 1 Lucas Vicente (BRA) 13.33, Rafael Teixeira (BRA) 3.84 2 Luan Wood (BRA) 15.66, Jadson Andre (BRA) 14.30 Final Masculino 1 Luan Wood (BRA) 13.67, Lucas Vicente (BRA) 13.10  

source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/qs/banco-do-brasil-2026-sophia-e-luan-vencem-qs-6-000/

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