https://youtu.be/_oFZJ1ETBIw Um professor de surfe, de 26 anos, usou as redes sociais para denunciar uma suposta abordagem violenta e constrangedora por parte de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarujá (SP), na Baixada Santista. O caso aconteceu na manhã da última segunda-feira (12), na Praia das Pitangueiras, na região do Morro do Maluf. Segundo Alax Soares, o episódio ocorreu enquanto ele e uma amiga, também professora de surf, trabalhavam dando aulas no mar nas primeiras horas da manhã. As bicicletas utilizadas para transportar pranchas até a faixa de areia teriam sido deixadas na faixa de areia – prática que, de acordo com eles, ocorre há anos no local. O problema começou quando o instrutor percebeu uma movimentação intensa da GCM na areia e notou que a bicicleta da colega estava sendo apreendida. Sem entender o motivo, ele diz ter pedido para que a amiga deixasse a água e tentasse dialogar com os agentes para evitar que o veículo fosse levado. Ver essa foto no Instagram
Abordagem ‘agressiva’ Ainda conforme o depoimento do professor de surfe, a amiga teria sido tratada de forma ríspida ao questionar a apreensão da bicicleta. “Dava para ver que ele estava alterado, falando alto e sem dialogar”, disse. Durante o diálogo, o professor explicou que ambos estavam trabalhando no local, ministrando aulas de surfe, e pediu bom senso para que a bicicleta não fosse apreendida, já que a colega precisaria do veículo para deixar a praia com os equipamentos utilizados nas aulas, porém, para Alax, a abordagem foi agressiva desde o início. Segundo ele, os agentes informaram que existiria uma legislação municipal que proíbe bicicletas paradas na faixa de areia, mesmo sem sinalização visível no local. A única alternativa apresentada, de acordo com o relato divulgado nas redes sociais, seria pagar multa e retirar o veículo posteriormente no pátio municipal. Sequência de ofensas O professor afirma que, ao pedir respeito, ouviu de um dos guardas a frase: “E nós estamos fazendo o quê? Somos vagabundos?”. Além disso, ao reforçar que era um cidadão trabalhador e que estava apenas tentando compreender a situação, o guarda teria afirmado que ele ”passaria a ser tratado como criminoso”. Em meio à discussão, Alax acabou sendo imobilizado por dois agentes da GCM, como é possível ver no vídeo acima feito por um banhista, em uma abordagem que considera totalmente fora dos padrões. Ele afirma que a situação ocorreu diante de várias pessoas, o que lhe causou vergonha e forte constrangimento. No vídeo divulgado pelo instrutor, ele pede que pessoas que tenham gravações completas do ocorrido entrem em contato para ajudá-lo a tomar as providências legais cabíveis. “Foi um momento muito triste. A gente fica pensando como o certo parece estar virando errado”, disse, no relato, que repercutiu nas redes sociais. O que diz a Prefeitura de Guarujá Procurada pelo VTV News, a Prefeitura de Guarujá informou, nesta quarta-feira (14), que, por meio da Corregedoria da Guarda Civil Municipal, abriu uma sindicância para apurar os fatos ocorridos no dia 12. Segundo a administração municipal, todas as partes envolvidas serão ouvidas durante o processo. Em nota, ressaltou que “toda conduta que envolva violência, seja a qualquer cidadão, está terminantemente proibida, por não fazer parte das boas práticas de abordagem treinadas exaustivamente pela GCM“. A Secretaria de Defesa e Convivência Social destacou a imparcialidade até o término da realização da sindicância. Por fim, a Prefeitura reiterou o “compromisso de manter e ampliar as ações de segurança de forma pacífica e austera, no que se refere ao cumprimento das leis vigentes“. Não há informações, até o momento, sobre a versão ou a continuidade da atuação dos agentes envolvidos na abordagem. O espaço permanece aberto. Assista mais vídeos no canal Record e Vale.source https://www.waves.com.br/noticias/guaruja-abuso-de-autoridade-no-maluf/
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