Pular para o conteúdo principal

Ciclone Kirstin provoca mortes e destruição em Portugal com ventos de mais de 150 km/hora.

  Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por Will Santana (@willyamsantana)

A depressão Kristin atingiu Portugal com ventos que chegaram a quase 150 km/h, provocando mortes, feridos e deixando milhares de pessoas sem eletricidade. Autoridades classificaram o fenômeno como “ciclogênese explosiva”, um tipo de tempestade que tem se tornado cada vez mais frequente e tende a ser cada vez mais intensa. Em Nazaré, o surfista capixaba Will Santana relata a morte de cinco pessoas. O big rider Nick Von Rupp também se manifestou no Instagram para revelar sua surpresa com a intensidade do ciclone.   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por Nic von Rupp (@nicvonrupp)

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em todo o país, após uma madrugada marcada por chuva intensa e vento que atingiu os 150 km/h. Há mortes e feridos a lamentar e a queda de árvores e de estruturas provocou muitos problemas na circulação e deixou milhares de habitações sem eletricidade, num inverno que está marcado pela sucessão de várias tempestades em Portugal. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) classificou a depressão Kristin como um caso de “ciclogênese explosiva”. Mas em que consiste exatamente este fenômeno?   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por Gigantes de Nazaré 🌊🎥 (@gigantesdenazare)

O que é a “ciclogênese explosiva”? Este termo se refere a um processo em que uma depressão intensifica-se de forma muito rápida devido a uma queda abrupta da pressão atmosférica no seu centro num período de 24 horas. Este fenômeno está associado ao desenvolvimento de ventos muito fortes e chuva intensa, e traduz-se em tempestades de grande energia e impacto. Pode ser referido como “bomba meteorológica” ou “ciclone-bomba”. Não se trata de um fenômeno novo em Portugal nem no resto do mundo, sendo recorrente, sobretudo durante os meses de outono e inverno. São semelhantes a furacões, mas ocorrem principalmente nas épocas mais frias e com maior frequência sobre os oceanos. De acordo com a página da EBSCO, as tempestades formam-se quando massas de ar quente e frio se encontram. A presença de correntes de jato ("jet stream", em inglês) fortes e correntes oceânicas quentes contribui para a sua formação. Este fenômeno provoca alterações significativas na pressão atmosférica, que podem originar ventos fortes, precipitação intensa ou mesmo cheias, dependendo das condições de temperatura. Este tipo de fenômenos tem-se tornado cada vez mais frequente e tende a ser mais intenso, como explicou Filipe Duarte Santos, especialista na área das alterações climáticas, em entrevista à SIC Notícias. Por outro lado, as "ciclogêneses explosivas" são difíceis de prever devido à rapidez com que se intensificam.   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por MEOBeachcam (@meobeachcam)

Por que razão Portugal está na rota destas tempestades? Portugal é afetado por estes fenômenos porque se encontra na rota de depressões atlânticas intensas, que se aprofundam rapidamente no Atlântico Norte e provocam a queda brusca da pressão atmosférica típica da "ciclogênese explosiva". "Nós não temos ciclones tropicais, aí os ventos já são brutais, mas ventos de 150 km/h já são muito fortes, significando que há uma depressão muito cavada", acrescenta Filipe Duarte Santos. Em território nacional, a rajada de vento com maior intensidade associada à depressão Kristin registada pelo IPMA foi de 149 quilómetros por hora no Cabo Carvoeiro, em Peniche.   Ver essa foto no Instagram  

Um post compartilhado por Βruno Oliveira (Bred) (@bredoliveira)

Como vai evoluir o estado do tempo nas próximas horas? O climatologista Mário Marques, em entrevista à SIC Notícias, alertou que, apesar de o pior da depressão já ter passado, ainda se registam ventos fortes com rajadas de até 100 km/h entre a Figueira da Foz e Sines, no “olho” do sistema. O especialista destacou também o risco de agitação marítima, com ondas que podem atingir entre 8 e 8,5 metros na região de Lisboa, descendo para 6 metros no final do dia, afetando igualmente a Costa Vicentina. A depressão trouxe ainda neve e há risco de degelo rápido, com subida das temperaturas mínimas, o que aumenta o perigo de inundações nos rios durante a madrugada seguinte. E nos próximos dias? Prevê-se um desagravamento gradual do tempo em grande parte do país, com melhoria progressiva e períodos de céu mais limpo, apesar de alguns temporais no sábado. O climatologista Mário Marques ressalvou que, embora haja três dias de relativa trégua, sobretudo nas regiões do sul e centro, o início da próxima semana poderá trazer novo agravamento meteorológico devido à entrada de novas depressões. Fonte MSN

source https://www.waves.com.br/expedicao/portugal/depressao-kirstin-ventos-trazem-mortes-portugal/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Albee Layer estreia Less Than Easy, novo filme sobre inverno em Maui. Jaws quebra com força máxima em cinco dias históricos de swell gigante.

https://www.youtube.com/watch?v=uYCXrHNvEEI O havaiano Albee Layer acaba de lançar Less Than Easy, filme que retrata com intensidade e emoção a última temporada de ondas grandes em Maui. Mais do que uma simples coletânea de sessões em Jaws, o projeto é uma carta de amor à ilha que Layer chama de lar há 33 anos e ao tipo de surfe que beira o limite humano. Nas palavras do próprio Albee, a ideia foi olhar para as ondas familiares com uma nova perspectiva: “Nos esforçamos ao máximo por enxergar as ondas com ideias frescas e por nos entregar de corpo e alma aos picos clássicos da ilha”, conta. E não faltaram momentos marcantes, entre eles uma sequência de cinco dias em Jaws que ele descreve como a melhor que já testemunhou, coroada pelo maior swell de sua vida. O filme também marca um momento pessoal importante: Albee acabou de tirar sua licença de piloto. Voar por cima de Maui, segundo ele, ampliou ainda mais sua conexão com a ilha e renovou seu olhar sobre a paisagem e os picos que já co...

Carlos Burle estreia Bravamente, novo podcast de histórias inspiradoras. Série reúne entrevistas que mostram como esporte transforma vidas.

https://youtu.be/-s5QiotecjY O surfista e campeão mundial de ondas grandes Carlos Burle estreia nesta quarta-feira (25) o podcast Bravamente, série documental em áudio e vídeo que revela como o esporte tem sido, para muitos, mais do que uma prática física — uma verdadeira ponte para o equilíbrio emocional, propósito e oportunidades no mercado profissional. Com 12 episódios quinzenais e duração entre 15 e 40 minutos, o programa será lançado no YouTube (@bravamente_oficial) e no Spotify (Brava•Mente). A cada edição, Burle conduz conversas autênticas com personagens que têm o esporte como parte essencial da vida, em narrativas que misturam emoção, disciplina, superação e reconexão com o corpo e a mente. Entre os entrevistados da temporada estão nomes como Brenda Moura, promessa do surfe e skate brasileiro; Morongo, fundador da Mormaii; Walter Chicharro, ex-presidente da Câmara de Nazaré, em Portugal; e Trennon Paynter, treinador da equipe olímpica canadense de esqui. Também participam exe...

Coluna Museu do Surfe, de Diniz Iozzi e Gabriel Pierin, apresenta história de Luiz Sala, conhecido como DJ Feio, que uniu surfe e som eletrônico.

[gallery td_select_gallery_slide="slide" ids="3654828,3654823,3654825,3654824,3654831,3654830,3654827,3654829,3654826"] A origem do povo brasileiro é marcada pela confluência de etnias e culturas dos povos originários, europeus, africanos e asiáticos, que se misturaram ao longo dos séculos para formar a identidade tropical, que o antropólogo Darcy Ribeiro chamou de novos romanos, uma nação destinada a um papel importante no futuro da humanidade. Um exemplo dessa miscigenação entre povos está na família Sala. Luiz Guilherme é bisneto materno de indígenas com portugueses e espanhóis, e de imigrantes italianos por parte de pai. Filho do paulistano e cinegrafista da extinta TV Tupi, Guilherme Sala, e da vicentina Nilza Fernandes, Luiz nasceu em São Paulo no primeiro dia do mês de junho de 1957. Foi em São Vicente (SP), o primeiro núcleo de colonização europeia no Brasil, que Luiz cresceu. A intimidade com o mar começou muito cedo. Luiz acompanhava parte da família puxan...