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Coluna Museu do Surfe, elaborada por Gabriel Pierin e Diniz Iozzi, fala do sucesso do Desafio Porto de Santos, evento realizado no Quebra-Mar (SP).

Dezenas de longboarders surfam a mesma onda durante o festival[gallery td_select_gallery_slide="slide" ids="3661587,3661586,3661585,3661584,3661582,3661581,3660981,3660979,3660632"] Santos escreveu mais um capítulo marcante em sua rica história. No domingo, 12 de outubro, o Parque Roberto Mário Santini, o nosso Quebra-Mar, tornou-se palco de celebração e encanto: a comunidade do surfe recebeu de braços abertos um grande público para o 1º Porto de Santos Surfe Festival. A cidade que se notabiliza pelo nascimento do surfe no país também se orgulha de seus filhos — talentos que transformaram uma antiga tradição dos polinésios em marca viva da cultura e da identidade brasileira. Foi através do Porto, o maior da América Latina, que chegaram as primeiras revistas, acendendo nos pioneiros a chama da curiosidade pela arte de fabricar as tábuas havaianas e pelo fascínio de deslizar sobre as ondas. Em 2025, a população celebrou essa trajetória de nove décadas, revivendo memórias, ouvindo e contando histórias, embalando-se por músicas e participando de diversas apresentações culturais — tendo como ponto alto o Desafio, momento de emoção e união. Com o propósito de resgatar a história e a cultura do surfe e fortalecer a integração Porto-Cidade, o evento reuniu inúmeras ações, com destaque para o desafio do maior número de surfistas de longboard na mesma onda. O pelotão feminino do Desafio teve a participação de Diolanda Vaz, presidente da ABSF (Associação Brasileira de Surf Feminino). A programação incluiu ainda a abertura do Museu do Surfe para o evento, exibindo 220 pranchas históricas — testemunhas da evolução desses equipamentos, desde as tábuas pioneiras aos modelos dos campeões mundiais. O acervo – o maior em exibição no país - é de curadoria de Diniz Iozzi, o Pardhal, idealizador do Festival que teve como inspiração o antigo Santos Surf Festival, criado em 2005. Na ocasião, o evento reuniu milhares de pessoas no Emissário Submarino, numa atmosfera em torno do surfe e do verdadeiro espírito Aloha. Na sua 5ª edição, em 2009, foi inaugurada a urbanização do emissário submarino e a comunidade ganhou o Parque Roberto Mário Santini, com o Museu do Surfe entre suas diversas atrações. Vinte anos depois, Cássio Sanchez, da Casami Works, organizou o Porto de Santos Surfe Festival patrocinado pela Autoridade Portuária e homologado pela CBSurf, com os seguintes apoiadores: Relliance Port, Bar Açaí, Empório José Menino, Banana Wax, Quebra-Mar Surf Club, Prefeitura Municipal de Santos/Semes. A criação artística ficou por conta de Paulo Prado. O festival também apresentou o CineSurfe, uma mostra fotográfica dos renomados Jair Bortoleto e Paulo Estevaletto, aulas de surfe ministradas pelos professores Augusto, Caio e Leco Salazar, da Escola Pública Picuruta Salazar, gerenciada por Karin Salazar, além de dança de hula pelo grupo Ohana Dancing da professora Renata, apresentações de capoeira, com o mestre Márcio, e ações de conscientização ambiental, com o Daniel do Surf Limpeza. A trilha sonora ficou por conta da Rádio Surfe, com o historiador Gabriel Pierin e o DJ Lufer, que envolveram o público com uma playlist especial — uma viagem pelas músicas que embalaram gerações e marcaram a história do surfe, das melodias do lendário Endless Summer aos clássicos nacionais Menino do Rio, Garota Dourada e à icônica série Armação Ilimitada. A comunicação teve a assessoria de Daniela Bakhita, que cobriu o evento. Paulo Rabello, primeiro santista campeão brasileiro, Carlos Carmelo, Wagner Vovô e Gersão foram os Embaixadores do espírito Aloha, que ao lado de toda a equipe, recepcionaram o público no Museu do Surfe. O Porto de Santos Surfe Festival demonstrou que a força e a união da comunidade santista cumpriram o legado do surfe brasileiro para o mundo. O Desafio que se faz necessário é de um Projeto de Lei Municipal para que o Museu do Surfe retorne para a população. Acompanhe nossas publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi – o Pardhal.  

source https://www.waves.com.br/colunas/museu-do-surf/museu-do-surfe-desafio-no-quebra-mar/

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