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Países fecham acordo de troca de dívida de US$ 35 milhões e Indonésia se compromete com restauração dos recifes.

Ilha Telaga, Sulawesi, Indonésia[caption id="attachment_3603274" align="alignnone" width="696"] [media-credit name="Climate REEFS" align="alignnone" width="696"][/media-credit] Pesquisador coleta dados de um recife nas águas da Ilha Telaga, Sulawesi.[/caption] Os EUA concordaram em perdoar US$ 35 milhões (cerca de R$ 188 milhões) da dívida da Indonésia nos próximos nove anos, informou o Tesouro dos EUA na última segunda-feira (8), em troca da restauração e preservação dos recifes de corais pelo país. Especialistas estimam ser a maior biodiversidade do mundo. Os recifes de corais estão sob crescente ameaça em escala global, com grande parte devido às mudanças climáticas que estão aumentando as temperaturas do mar. Dados do último mês de maio mostraram que quase dois terços foram submetidos ao longo do último ano a estresse térmico ruim o suficiente para desencadear o branqueamento dos corais, que pode eliminá-los. O acordo é a quarta troca de "dívida por natureza" que os dois países realizam desde 2009 e deve financiar pelo menos 15 anos de trabalho de conservação em duas áreas importantes do que é conhecido como Triângulo de Coral. O Bird's Head Seascape e o Lesser Sunda-Banda Seascape abrangem centenas de milhares de hectares, um habitat para mais de três quartos de todas as espécies de corais e mais de 3 mil tipos de peixes, tartarugas, tubarões, baleias e golfinhos. A Indonésia tem cerca de 5,1 milhões de hectares de recifes de corais, 18% do total mundial, de acordo com o Ministério do Turismo do país. Mas os problemas de branqueamento deste ano já tiveram um impacto devastador. "Essas duas regiões estão no epicentro da biodiversidade", diz Alexandre Portnoi, consultor jurídico da Conservation International que ajudou a organizar o acordo. A Indonésia se beneficiou de dívidas anteriores com os EUA em 2009, 2011 e 2014 que coletivamente ao longo do tempo geraram quase US$ 70 milhões (R$ 377 milhões). Este é o primeiro a focar em recifes de corais em vez das florestas tropicais da Indonésia, que estão ameaçadas. Os recifes são mais difíceis de conservar em nível nacional porque são ameaçados principalmente pelas emissões globais de gases de efeito estufa, causadas pela queima de combustíveis fósseis, algo que a Indonésia não consegue resolver sozinha. O acordo, assinado na última semana e anunciado na segunda-feira, ainda espera fazer a diferença. Isso fará com que US$ 26 milhões (R$ 140 milhões) da dívida de Jacarta sejam anulados sob o US Tropical Forest and Coral Reef Conservation Act. A Conservation International contribuirá com US$ 3 milhões (R$ 16 milhões) e outros US$ 1,5 milhão (R$ 8 milhões) virão da The Nature Conservancy, outro grupo envolvido em trocas de dívida. A Indonésia se comprometerá com a restauração dos recifes, enquanto grupos locais sem fins lucrativos usarão o dinheiro do fundo de conservação para apoiar projetos que beneficiam diretamente os ecossistemas dos recifes, bem como meios de subsistência sustentáveis ​​para aqueles que dependem deles. "É bem simples", diz Portnoi, explicando que as trocas de dívida por natureza foram projetadas especificamente para quebrar o ciclo de tensões de dívida que contribuem para a degradação ambiental. Fonte The Jakarta Post

source https://www.waves.com.br/cobertura-especial/mormaii/big-wave-mormaii-quando-o-havai-e-aqui-3/

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