Com direito a seis notas no critério excelente nas finais, Deivid Silva fatura o EDP Vissla Ericeira Pro. Luana Silva é vice entre as mulheres e Mateus Herdy para na semifinal masculina.
[caption id="attachment_3561665" align="aligncenter" width="696"] [media-credit id=20635 align="aligncenter" width="696"][/media-credit] Deivid Silva é o campeão do EDP Vissla Ericeira Pro 2023.[/caption] Deu Brasil na etapa do Challenger Series de Portugal. Deivid Silva deu espetáculo no EDP Vissla Ericeira Pro, venceu três baterias neste domingo (8) com direito a seis notas no critério excelente, e saiu da água campeão. Ele subiu 20 posições no ranking e agora ocupa o quinto lugar. Luana Silva também foi finalista, mas perdeu a decisão feminina para a norte-americana Alyssa Spencer. Ela subiu da sétima para a sexta posição no ranking. Mateus Herdy passou pelas quartas, mas parou na semi com derrota para o virtual vice-campeão do evento, o surfista dos Estados Unidos, Jake Marshall. Mateus está em 10º no ranking e Jake em 3º lugar. O sétimo dia de ação e último do EDP Vissla Ericeira Pro teve excelentes condições para o surfe em Ribeira D'Ilhas. O pico português amanheceu ainda devagar, porém já com ondas do que nos últimos dias. Com o passar das horas as séries foram ficando mais constantes e as direitas maiores, chegando a 1,5 metro já nas semifinais. Deivid mostrou mais uma vez a força de seu ataque de backside e deu um salto grande para o retorno á elite do surfe mundial. Neste domingo ele venceu três norte-americanos. Nas quartas quem caiu foi o líder do ranking, o norte-americano Cole Houshmand. Dimitri Poulos foi eliminado na semi e Jake não acompanhou o ritmo do brasileiro. Deivid marcou notas no critério excelente nas três disputas, uma nas quartas, três na semi e duas na final. Decisão masculina - Jake abriu a final com 6.67 pontos após surfar uma direita do outside até a beira. Deivid entrou em ação pela primeira vez na decisão aos oito minutos. O brasileiro também fez a onda até o fim, mas foi conquistou nota menor. Ele abriu com 6.00 pontos. O norte-americano usou a prioridade aos 13 minutos. Ele fazia um bom trabalho, mas após três manobras tentou executar um layback numa junção e errou a manobra. Deivid atuou na mesma série. Ele começou a apresentação com três batidas fortes. Na sequência ele rasgou e foi pro inside para executar um floater, uma pancada, uma rasgada e mais uma batida. Jake havia marcado 4.83 e deixado o brazuca na necessidade de 5.51. Deivid conquistou 8.50, assumiu a liderança e deixou o adversário na busca de no mínimo 7.84 para ser o campeão. O norte-americano não ficou quieto e entrou em ação rapidamente. Jake marcou 7.17 e diminuiu a diferença para 7.34 pontos. A bateria entrou nos dez minutos finais e Jake atuou, mas errou a primeira manobra. Deivid entrou na onda seguinte, mas logo saiu para continuar com a prioridade. Quando restavam oito minutos o brasileiro usou seu direito de escolha de onda, destruiu uma direita e colocou 8.83 no placar. O norte-americano não teve forças para buscar os 17.33 que precisava e foi o vice da etapa. Deivid Silva faturou o troféu de campeão com 17.33 a 13.84. Caminho até a final - Deivid Silva chegou no critério excelente em sua primeira onda surfada na bateria de abertura das quartas masculinas. Aos seis minutos o brazuca escovou uma direita com nove manobras, algumas muito fortes, e conquistou 8.00 pontos. Deivid surfou outra onda aos dez minutos. O surfista entrou numa direita pequena, mas achou espaço para cinco ataques e inseriu mais 4.50 no placar. O adversário, líder do ranking, só surfou sua primeira onda após a metade do confronto, aos 19 minutos. Cole Houshmand executou algumas rasgadas no início da direita, em seções mais cheias, e no inside acertou duas batidas fortes. A atuação valeu 5.83 pontos e ele passou a buscar 7.17 para chegar nas semifinais. Uma série apareceu em Ribeira D'Ilhas quando restavam dez minutos para o fim. O brasileiro tinha a prioridade e decidiu ir na primeira onda, que foi ruim. O norte-americano pegou a seguinte e com três manobras quase consegue a virada. Ele marcou 7.00. Com a performance ele passou a precisar de 5.50 pontos. Deivid voltou a usar a prioridade na bateria, quando faltavam seis minutos para o fim. Ele rasgou duas vezes, depois bateu forte e fez mais três curvas antes de executar outra pancada já quase na areia. Ele marcou 6.50 pontos e se distanciou do adversário no placar. Cole ainda teve mais uma chance na bateria, no último minuto, mas a nota 3.50 não alterou o resultado. Semi com três notas no critério excelente - O brasileiro deu um sacode no adversário das semifinais. Dimitri Poulos foi melhor na primeira troca de notas entre eles (7.17 a 6.00), mas Deivid estraçalhou uma direita com seis manobras, quatro delas contundentes, aos sete minutos e marcou 9.73 pontos. O brasileiro deu outro duro golpe no adversário aos 17 minutos. Deivid não tinha prioridade, mas achou uma direita e novamente chegou no critério excelente. A performance valeu 8.33 pontos e Dimitri passou a precisar de duas ondas para reverter o placar. O norte-americano chegou a marcar outra nota na casa dos sete pontos na bateria (7.70), mas seguiu precisando de duas ondas para vencer. Pior pra ele que quando restavam nove minutos o brasileiro conquistou 9.30 e praticamente garantiu a vitória. O surfista dos Estados Unidos ainda surfou uma onda fraca e se despediu da etapa com a terceira posição. Ele subiu de 23 posições no ranking e agora ocupa a 23ª posição. Jake para Mateus - Jake chegou na final após superar o australiano Jacob Willcox nas quartas com direito a nota 9.57 pontos, e depois de vencer Mateus Herdy na semi. O norte-americano abriu a bateria contra o brazuca logo no início com 7.33 pontos. Aos nove minutos ele voltou a fazer uma boa apresentação, colocou mais 8.10 no somatório e complicou o caminho de Mateus, que passou a buscar no mínimo 9.83 para vencer. Mateus conseguiu diminuir a diferença com a nota 7.03, mas Jake colocou mais 7.73 no placar e venceu por 15.83 a 12.63 pontos. Mateus se despediu da prova com a terceira posição. Luana é vice - O Brasil também teve representante na decisão feminina. A final das mulheres teve a primeira ação aos quatro minutos. Alyssa Spencer remou, mas não conseguiu entrar e Luana surfou a direita. A brazuca rasgou duas vezes e bateu para fechar a apresentação. A performance valeu 5.17 pontos. Três minutos depois as duas aproveitaram uma série. A norte-americana usou a prioridade na primeira, executou duas rasgadas e uma forte batida antes de cair no ataque à junção. Luana rasgou e depois teve que acelerar para ganhar seções ruins até chegar na junção e fazer um ataque forte com chute na rabeta. Alyssa abriu com 6.17 e Luana colocou mais 6.53 no placar. Alyssa partiu para o ataque aos dez minutos. A norte-americana manobrou quatro vezes com força e chegou no critério excelente com 8.00 pontos. Luana passou a buscar 7.64. A brasileira trocou de nota logo depois (5.50), mas não mudou sua situação na bateria. A brasileira ficou com a prioridade e foi mais para o outside. Já a surfista dos Estados Unidos ficou mais embaixo. Uma direita boa apareceu e Alyssa estava bem posicionada. Ela executou quatro manobras, as melhores foram a primeira rasgada e a última batida, na junção, e garantiu 8.50 pontos. Precisando de 9.97 pontos para ser bicampeã da prova, Luana entrou em ação e diminuiu a diferença com 7.73. Ela passou a buscar 8.77 para vencer. Alyssa usou a prioridade para bloquear a brasileira quando restavam seis minutos para o fim, porém a direita foi fraca e ela não alterou o placar. Luana pegou a onda seguinte da mesma série e executou cinco rasgadas antes de cair no ataque à junção. A nota 7.50 pontos entrou no somatório, porém a brasileira seguiu na necessidade de 8.77 para superar a adversária e terminou na segunda posição. Com a vitória, Alyssa subiu de sétimo para o quarto lugar no ranking. Caminho até a decisão - O último dia do EDP Vissla Ericeira Pro teve início com a primeira bateria das quartas de final das mulheres, entre Luana Silva e a líder do ranking Sally Fitzgibbons. As duas começaram bem, mas a brasileira foi melhor. Aos seis minutos a australiana marcou 6.67 pontos e três minutos depois Luana achou partes mais críticas na direita e conquistou 7.83. Luana voltou a atuar aos 16 minutos. Com cinco rasgadas ela colocou mais 5.00 pontos no somatório e deixou a adversária na necessidade de 6.16 para chegar nas semifinais. Sally foi em busca da virada aos 20 minutos e chegou perto com 5.73. A brasileira ainda surfou outras três ondas na disputa, mas não alterou o placar. A aussie entrou em duas, e na última, perto dos cinco minutos finais, bateu na trave com 5.97. Sally finalizou a prova em quinto lugar e garantiu a primeira vaga feminina do CS para a elite de 2024. A brasileira teve que superar India Robinson para chegar na final. A vitória aconteceu com virada quando restavam dois minutos para o fim. Ela precisava de 7.66 para vencer e conquistou a nota 7.77 pontos. A australiana ainda teve tempo de surfar outra direita. Ela buscava 7..64 e conquistou 6.13. Com a derrota por 15.37 a 15.26 India finalizou a prova em terceiro lugar. A aussie estava na quarta posição na lista das melhores e agora ocupa a vice-liderança. Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações. EDP Vissla Ericeira Pro 2023 Final Masculina Deivid Silva (BRA) 17.33 x 13.84 Jake Marshall (EUA) Semifinais 1 Deivid Silva (BRA) 19.03 x 14.87 Dimitri Poulos (EUA) 3 Jake Marshall (EUA) 15.83 x 12.63 Mateus Herdy (BRA) Quartas de final 1 Deivid Silva (BRA) 14.50 x 12.33 Cole Houshmand (EUA) 2 Dimitri Poulos (EUA) 13.36 x 11.90 Justin Becret (FRA) 3 Mateus Herdy (BRA) 15.83 x 14.96 Jackson Bunch (HAV) 4 Jake Marshall (EUA) 18.44 x 15.80 Jacob Willcox (AUS) Final Feminina Alyssa Spencer (EUA) 16.50 x 15.23 Luana Silva (BRA) Semifinais 1 Luana Silva (BRA) 15.37 x 15.26 India Robinson (AUS) 2 Alyssa Spencer (EUA) 17.37 x 11.33 Zoe Benedetto (EUA) Quartas de final 1 Luana Silva (BRA) 12.83 x 12.64 Sally Fitzgibbons (AUS) 2 India Robinson (AUS) 12.67 x 10.33 Bronte Macaulay (AUS) 3 Alyssa Spencer (EUA) 16.33 x 10.43 Ellie Harrison (AUS) 4 Zoe Benedetto (EUA) 13.60 x 7.70 Francisca Veselko (POR) Ranking masculino após a quinta etapa do CS 2023 1 Cole Houshmand (EUA) 28.065 pontos 2 Jacob Willcox (AUS) 2.035 3 Frederico Morais (POR) 17.565 3 Jake Marshall (EUA) 17.565 5 Deivid Silva (BRA) 16.920 6 Crosby Colapinto (EUA) 16.285 7 Imaikalani deVault (HAV) 16.140 8 Eli Hanneman (HAV) 15.620 9 Kade Matson (EUA) 14.850 10 Mateus Herdy (BRA) 14.630 11 Jackson Baker (AUS) 14.425 12 Samuel Pupo (BRA) 14.100 13 Michael Rodrigues (BRA) 13.285 14 Morgan Cibilic (AUS) 13.085 15 Jett Schilling (EUA) 12.005 16 Joan Duru (FRA) 11.805 17 Reef Heazlewood (AUS) 11.665 17 George Pittar (AUS) 11.665 19 Nolan Rapoza (EUA) 11.430 20 Marco Mignot (FRA) 10.585 21 Jadson André (BRA) 10.465 22 Jackson Bunch (HAV) 10.365 23 Dimitri Poulos (EUA) 10.305 24 Justin Becret (FRA) 9.365 25 Mikey McDonagh (AUS) 9.240 26 Kauli Vaast (FRA) 9.045 27 Dylan Moffat (AUS) 8.620 28 Alejo Muniz (BRA) 8.045 29 Jorgann Couzinet (FRA) 7.845 30 Joel Vaughan (AUS) 7.820 37 Ian Gouveia (BRA) 6.200 39 Leo Casal (BRA) 5.700 40 Edgard Groggia (BRA) 5.420 46 Lucas Silveira (BRA) 5.000 50 Rafael Teixeira (BRA) 4.600source https://www.waves.com.br/noticias/competicao/qs/wsl-challenger-series-edp-vissla-ericeira-pro-deivid-silva-e-campeao-em-portugal/
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