Pular para o conteúdo principal

Lixo a céu aberto

Lixos encontrados em praias do Nordeste incluem plásticos, garrafas, pedaços de eletrodomésticos e até seringas.

Um dos principais points para o surfe no Rio Grande do Norte, a praia de Baía Formosa transformou-se em um depósito de lixo a céu aberto. O local é um dos mais atingidos pelas toneladas de materiais que invadiram as orlas do Rio Grande do Norte e da Paraíba desde a última semana.

Imagens de garis retirando lixo de uma carroça e jogando o material na praia de Baía Formosa geraram grande repercussão nas mídias sociais. A prefeitura do município afirmou que o material está sendo depositado na areia até que seja dada a destinação correta.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente da cidade, o material registrado nas imagens é o lixo trazido pelo mar e depositado nas praias do município desde o dia 20 de abril. Ele está sendo recolhido e colocado em duas “centrais” na orla da praia.

“Esse lixo ainda está lá, por enquanto, porque continua essa coleta. Assim que a gente concluir a coleta e tiver autorização, o pessoal terminar essa investigação, a gente vai tirar, vai ter uma destinação. Nossa orla é muito grande, são 10 praias e uma extensão de 27 quilômetros. Então o lixo está sendo recolhido e colocado nessas centrais para futuramente ser removido”, esclarece Bernardette Leite, secretária do Meio Ambiente, em depoimento ao G1.

Desde a última semana, pelo menos seis toneladas de lixo apareceram em praias do Rio Grande do Norte. Segundo o município, ainda não foi feita pesagem do lixo, mas a estimativa é de que ainda sejam recolhidas entre três e quatro toneladas. Ainda não se sabe a origem do material.

Órgãos investigam origem

Equipes da Anamma-PB (Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente da Paraíba) estão percorrendo praias dos três municípios para vistoriar desembocadouros de rios para tentar descobrir a origem do lixo que invadiu a praias do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

“Essa semana estamos enfrentando também uma série de marés altas e correntes marinhas que contribuíram para que os resíduos atingissem a faixa de areia da nossa orla. Esse lixo veio de estados vizinhos”, diz o secretário do Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, presidente da Anamma-PB.

Nesta segunda-feira (26), o governo do Rio Grande do Norte recomendou a interdição dos trechos afetados na costa. O Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente) recomendou a colocação de bandeiras vermelhas indicando que as praias estão impróprias para o banho.

O governo estadual do Rio Grande do Norte informou que boa parte do material coletado tem inscrições da cidade de Pernambuco. O Idema comunicou que ainda não há informações oficiais sobre o motivo que ocasionou a poluição.

Fonte G1

O post Lixo a céu aberto apareceu primeiro em Waves.



source https://www.waves.com.br/variedades/ambiente/lixo-a-ceu-aberto/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Albee Layer estreia Less Than Easy, novo filme sobre inverno em Maui. Jaws quebra com força máxima em cinco dias históricos de swell gigante.

https://www.youtube.com/watch?v=uYCXrHNvEEI O havaiano Albee Layer acaba de lançar Less Than Easy, filme que retrata com intensidade e emoção a última temporada de ondas grandes em Maui. Mais do que uma simples coletânea de sessões em Jaws, o projeto é uma carta de amor à ilha que Layer chama de lar há 33 anos e ao tipo de surfe que beira o limite humano. Nas palavras do próprio Albee, a ideia foi olhar para as ondas familiares com uma nova perspectiva: “Nos esforçamos ao máximo por enxergar as ondas com ideias frescas e por nos entregar de corpo e alma aos picos clássicos da ilha”, conta. E não faltaram momentos marcantes, entre eles uma sequência de cinco dias em Jaws que ele descreve como a melhor que já testemunhou, coroada pelo maior swell de sua vida. O filme também marca um momento pessoal importante: Albee acabou de tirar sua licença de piloto. Voar por cima de Maui, segundo ele, ampliou ainda mais sua conexão com a ilha e renovou seu olhar sobre a paisagem e os picos que já co...

Carlos Burle estreia Bravamente, novo podcast de histórias inspiradoras. Série reúne entrevistas que mostram como esporte transforma vidas.

https://youtu.be/-s5QiotecjY O surfista e campeão mundial de ondas grandes Carlos Burle estreia nesta quarta-feira (25) o podcast Bravamente, série documental em áudio e vídeo que revela como o esporte tem sido, para muitos, mais do que uma prática física — uma verdadeira ponte para o equilíbrio emocional, propósito e oportunidades no mercado profissional. Com 12 episódios quinzenais e duração entre 15 e 40 minutos, o programa será lançado no YouTube (@bravamente_oficial) e no Spotify (Brava•Mente). A cada edição, Burle conduz conversas autênticas com personagens que têm o esporte como parte essencial da vida, em narrativas que misturam emoção, disciplina, superação e reconexão com o corpo e a mente. Entre os entrevistados da temporada estão nomes como Brenda Moura, promessa do surfe e skate brasileiro; Morongo, fundador da Mormaii; Walter Chicharro, ex-presidente da Câmara de Nazaré, em Portugal; e Trennon Paynter, treinador da equipe olímpica canadense de esqui. Também participam exe...

Coluna Museu do Surfe, de Diniz Iozzi e Gabriel Pierin, apresenta história de Luiz Sala, conhecido como DJ Feio, que uniu surfe e som eletrônico.

[gallery td_select_gallery_slide="slide" ids="3654828,3654823,3654825,3654824,3654831,3654830,3654827,3654829,3654826"] A origem do povo brasileiro é marcada pela confluência de etnias e culturas dos povos originários, europeus, africanos e asiáticos, que se misturaram ao longo dos séculos para formar a identidade tropical, que o antropólogo Darcy Ribeiro chamou de novos romanos, uma nação destinada a um papel importante no futuro da humanidade. Um exemplo dessa miscigenação entre povos está na família Sala. Luiz Guilherme é bisneto materno de indígenas com portugueses e espanhóis, e de imigrantes italianos por parte de pai. Filho do paulistano e cinegrafista da extinta TV Tupi, Guilherme Sala, e da vicentina Nilza Fernandes, Luiz nasceu em São Paulo no primeiro dia do mês de junho de 1957. Foi em São Vicente (SP), o primeiro núcleo de colonização europeia no Brasil, que Luiz cresceu. A intimidade com o mar começou muito cedo. Luiz acompanhava parte da família puxan...